Nina Simone, a voz singular e negra do jazz e blues

Por Raquel Martins

Nina Simone (1933-2003) tornou-se símbolo da voz feminina negra ao entoar canções, como “Feeling Good”, “I Loves You Porgy”, da ópera Porgy and Bess, executada pela primeira vez em 1935, ”My Baby Just Cares for Me” e ”I Put a Spell on You”. Suas interpretações, louváveis, são até os dias de hoje, inspiração. Além de sua voz, Nina se destacava por sua aptidão no piano.

Nina começou sua carreira ao cantar em cabarés escondidas dos pais aos 20 anos, e por isso o nome Nina Simone, sendo seu nome de batismo Eunice Kathleen Waymon. Outro lado que inspirador é o de lutas e engajamento com a causa negra. Aos 11 anos de idade, em seu primeiro recital, a artista solicitou a realocação de seus pais das últimas fileiras da plateia para próximo ao palco, pois se não os visse, não tocaria. O pedido contrariou os costumes racistas da época: aos negros eram destinados somente os últimos assentos.

Aos 17 anos de idade, Nina tentou ingressar no Curtis Institute of Music, conservatório de música clássica, mas não foi aceita. A cantora acreditou, e não mudou de ideia, sobre o motivo de não ter sido aceita – ela era uma mulher negra.

Nina passou por Barbados, Libéria e Holanda, até se estabelecer no sul da França, onde faleceu em 2003. A causa foi decorrência de um câncer de mama, o qual lutou durante dez anos. Suas cinzas foram espalhadas por vários países do continente africano, de forma a perpetuar sua luta e resistir diante das situações as quais vivenciou.

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