Skip to content
segunda-feira, março 16, 2026
  • Contato
  • Equipe
  • Login
  • Sobre
    • FUNDO NEGRÊ
  • Notícias
    • Améfrica e Diásporas
    • Atlântico
    • Arquivo Negrê
    • Mundo
    • Radar Negro
    • Reportagem
  • Olhares
    • Artigos
    • Análise
    • Colunas
    • Institucional
    • Publieditorial
  • Pretarte
    • Escrita Negra
    • Som de Preto
    • Tela Preta
  • Narrativas
    • Negril
    • Percursos
    • Pretassa
    • Raízes
    • Vozes
  • Black Nordeste
    • Alagoas
    • Bahia
    • Ceará
    • Maranhão
    • Paraíba
    • Pernambuco
    • Piauí
    • Rio Grande do Norte
    • Sergipe
  • Especiais
    • África Sustentável
  • pt Portuguese
    en Englishfr Frenchpt Portuguesees Spanish

Advertisement
Pretarte

“Ninguém Sabe meu Nome” é o peso do olhar invisível

8 de novembro de 20248 de novembro de 2024Grasieler MartinsComment(0)

Como preparar um corpo preto para o mundo? E qual o caminho para que ele não apenas sobreviva, mas prospere em um mundo que desumaniza corpos negros? No monólogo “Ninguém Sabe meu Nome”, a atriz Ana Carbatti fala sobre o temor de criar uma criança negra dentro de uma estrutura racista e a luta para que ela ultrapasse a linha dos 30 anos de idade. Todas essas inquietações são trazidas ao palco a partir das preocupações maternas vividas por mães negras.

Criado por Ana no segundo ano da pandemia de Covid-19, o espetáculo reflete suas leituras sobre política antirracista e movimentos de direitos civis, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Ana diz: “Comecei a pensar nesse corpo energético, em movimento constante, nesse corpo curioso do meu filho. Ao mesmo tempo, me aprofundava nas ideias de grandes pensadores da política antirracista. […] Queria falar sobre a dificuldade de pensar o corpo negro na sociedade e como preparar esse corpo negro para que ele voe”.

Em meio à angústia de pensar no corpo do menino, cheio de energia, ser associado a falas, pensamentos e comportamentos violentos, e com o sentimento de ‘a fome com a vontade de comer’, como diz Ana, em entrevista exclusiva ao Negrê, ela revela como esse pensamento a impulsionou a falar sobre a violência que mata meninas e meninos negros. O desejo de trazer essa realidade à tona se tornou um motor para confrontar e questionar, através do teatro, as estruturas que condenam esses corpos desde a infância.

Foto: Renato Mangolin.

A violência que os mata não é um acidente, é um ‘projeto de Estado’

O espetáculo não tem a intenção de ser didático. É dividido em momentos de questionamentos para o público e vice-versa. Ana propõe, com o monólogo propõe: “Em vez de lançarem essas perguntas para a atriz que está no palco, por que não se perguntam a vocês mesmos? Como é que você se sente ao ver isso? O que você pode fazer?“.

No final da peça, o palco escurece, deixando apenas uma tela preta; enquanto a personagem puxa um grande rolo de papel, no qual estão registrados os nomes de crianças e adolescentes negros, acompanhados das idades em que foram ceifados. “A violência que mata meninas e meninos negros não é um acidente, é um ‘projeto de Estado”, é a mensagem deixada. À frente, na segunda fileira, um homem branco de cabelos grisalhos, visivelmente abalado, arfava contra o silêncio que pairava na sala. Quando as luzes voltam, é possível vê-lo esfregando os dedos nos olhos. Mas ainda há quem a questione quando foi a primeira vez em que sofreu racismo. 

Apesar de seus dois anos de existência, e de ter sido criada em um período de retrocesso político, quando os direitos humanos estavam sendo minimizados, Ana Carbatti observa que pouco mudou no público e no debate gerado pela peça desde 2022. “Há dois grupos de espectadores”, ela explica. “O primeiro se sente mobilizado, incomodado, e sente que precisa fazer algo, se sente responsável. O outro se incomoda, mas permanece apenas com esse incômodo, dizendo: ‘Eu não sei como lidar com isso'”

Para os não-negros, o espetáculo tem como mote principal de que “Isso não é um problema nosso. Eu não tenho nenhum problema com as pessoas negras. Quem tem é quem tem que resolver, né?“, como Ana observa.

Frase dita por Ana Carbatti. Foto: Reprodução/Facebook.

A peça também expõe o desconsolo de explicar ao filho, ainda criança, que à medida que ele crescer, terá que andar com as mãos à mostra; sempre com o documento no bolso, não poderá falar demais nem ficar calado demais, porque tudo será interpretado como uma conduta violenta. Esses anseios  trazidos da luta cotidiana de mães negras, como a própria Ana, vem diante da necessidade de preparar seus filhos para um mundo que constantemente ameaça suas vidas.

“A única coisa que o espetáculo pode fazer por essas mães é dar voz a elas, dar espaço, mas eu acho que o espetáculo não tem esse poder de transformação para essas mulheres. Pode dar uma identificação, um espaço de fala, sabe? Um lugar de fala, de reverberar”, finaliza a atriz.

Saiba mais

Monólogo “Ninguém Sabe Meu Nome”

Datas: de 8 a 10/11/2024 (sexta-feira a domingo)
Horários: sexta e sábado às 20h; domingo às 19h
Local: CAIXA Cultural Fortaleza
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema – Fortaleza (CE)
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia – incluídos clientes CAIXA) na bilheteria da CAIXA Cultural
Classificação: 12 anos
Informações: Site CAIXA Cultural

[Debate Temático] CO-VÍTIMA – uma questão de saúde pública 

Data: 09/11/2024
Horário:
16h (debate com 1h30 de duração)
Local:
Teatro da CAIXA Cultural Fortaleza
Endereço:
Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema – Fortaleza (CE)

Foto de capa: Renato Mangolin.

LEIA TAMBÉM: Nova temporada do programa “Conversa Preta” estreia dia 16 de novembro na Bahia

Inscreva-se na newsletter do Negrê aqui!

Compartilhe:
Grasieler Martins

Estudante de Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Com uma paixão por contar histórias ignoradas pela mídia tradicional, dedica-se ao jornalismo de denúncia e celebração, principalmente ao jornalismo negro. Busco potencializar as vozes não ouvidas e trazer à tona narrativas raciais e sociais que importam: a celebração e resistência negra. Acredito no poder transformador da informação e no papel do jornalista como agente de mudança, comprometida com a justiça social e promoção da diversidade.

Tagged ana carbatti, mae negra, mae preta, monologo, ninguem sabe meu nome, peca

Leia Também

Atlântico Covid-19

Os números do Covid-19 nos países da África neste fim de mês

30 de março de 202130 de março de 2021Larissa Carvalho

No Continente Africano, como um todo, foram confirmados 11.088 novos casos e 186 óbitos nas últimas 24 horas, conforme números recentes sobre o Covid-19 nesta segunda-feira, 29. O Site Negrê teve acesso a essas informações por meio da Agência Lusa. Desde o início da pandemia, já houve 111.919 óbitos, 4 milhões de infectados e 3.692.992 milhões de recuperados nos 55 países da […]

Radar Negro

Programa de residência artística está com inscrições abertas até 25 de agosto

12 de agosto de 202412 de agosto de 2024Redação

A 4ª edição da Residência Artística Virtual Compartilhada (RAVC), programa de apoio a práticas criativas comprometidas com futuros mais equitativos, está com inscrições abertas até o dia 25 de agosto. O valor é R$ 75 (inteira), com 50% de desconto para candidatos do RS Seguro, a ser pago por meio da plataforma Sympla. As vagas são […]

Ceará

Ateliê da Sil comemora 30 anos com Black Fuá

12 de novembro de 202412 de novembro de 2024Grasieler Martins

Em celebração ao mês da Consciência Negra, aos 30 anos do Ateliê da Sil e aos 10 anos de Fuá, a Casa Iracemar será palco de uma edição especial do Black Fuá – Edição Costuras Negras, marcada para o dia 15 de novembro, sexta-feira. O evento tem como foco a moda feita por mulheres negras […]

Navegação de Post

Nova temporada do programa “Conversa Preta” estreia dia 16 de novembro na Bahia
Ateliê da Sil comemora 30 anos com Black Fuá

Colunistas

Ana Paula Holanda
Cientista social e mestra em Sociologia, ambos pela Universidade Estadual…
Gabriel Cabral
Historiador pela Universidade Federal do Ceará (UFC), atuando como…
Guido Melo
Nascido em Salvador (Bahia), Guido Melo é pesquisador…
Larisse Santos
Mulher-preta-cearense, filha de Maria do Carmo. Assistente Social e mestra em…
Paulo Gonzaga
Psicólogo e Especialista em Saúde Mental e Atenção Básica pela Escola…
Rayssa Okoro
Rayssa Okoro (Ada Okoro - nome igbo) é médica formada pela…

Mais posts

Exposição e catálogo que celebram ceramistas pernambucanos serão lançados neste sábado

12 de junho de 202418 de junho de 2024Redação

Espanha condena três à prisão por insultos racistas contra Vini Jr

10 de junho de 202410 de junho de 2024Redação

CUFA faz parceria com Uber para auxiliar na vacinação das Mães da Favela e suas famílias

26 de março de 202126 de março de 2021Esteffanny Silva

Organizações que atuam em periferias terão apoio para se formalizar

22 de dezembro de 202322 de dezembro de 2023Redação

Reprograma abre inscrições para nova edição do curso Educa{Devas}

16 de fevereiro de 20244 de março de 2024Redação

Negrê Podcast e Saúde Preta

about

Modos de ver, ser, sentir e escrever sobre questões raciais

Nosso portal de notícias e mídia preta nordestina amplifica vozes negras e seus múltiplos olhares. O Negrê tem como princípio um jornalismo antirracista e é um desejo de contribuir na luta contra o racismo na sociedade, imprensa e mundo, enquanto agente catalisador.
Leia mais

Instagram: @sitenegre

[instagram-feed]

Mapa do Site

  • Sobre
    • FUNDO NEGRÊ
  • Notícias
    • Améfrica e Diásporas
    • Atlântico
    • Arquivo Negrê
    • Mundo
    • Radar Negro
    • Reportagem
  • Olhares
    • Artigos
    • Análise
    • Colunas
    • Institucional
    • Publieditorial
  • Pretarte
    • Escrita Negra
    • Som de Preto
    • Tela Preta
  • Narrativas
    • Negril
    • Percursos
    • Pretassa
    • Raízes
    • Vozes
  • Black Nordeste
    • Alagoas
    • Bahia
    • Ceará
    • Maranhão
    • Paraíba
    • Pernambuco
    • Piauí
    • Rio Grande do Norte
    • Sergipe
  • Especiais
    • África Sustentável

Negrê Indica!

  • Afoitas
  • África do Jeito que Nunca Viu
  • África Mamba
  • Cajueira Newsletter
  • Ceará Criolo
  • Coar Notícias
  • Correio Nagô
  • Eufêmea
  • Kilombas Podcast
  • MamyCast
  • Mangue Jornalismo
  • Marco Zero
  • Meus Sertões
  • Mídia Caeté
  • O Pedreirense
  • Ponta de Lança Podcasts
  • Portal Assobiar
  • Rádio e TV Quilombo
  • Soteropreta
© 2020 - 2025, Site Negrê - Por uma mídia negra nordestina
  • Todos os direitos reservados
  • Contato
  • Equipe