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Ledo Engano, novo stand-up de Yuri Marçal, é lançado na Netflix

A Netflix lançou o stand-up comedy Ledo Engano, de Yuri Marçal, 29, para mais de 190 países no dia 2 de junho. Com isso, ele se tornou o primeiro
comediante negro latino-americano
a ter o próprio show exposto na plataforma de streaming.

Ator, comediante e influencer negro, Yuri deixou um marco na história da comédia brasileira, sendo o primeiro comediante a apresentar um show solo no Teatro Municipal de São Paulo e, poucos dias depois, fez da Netflix seu novo palco.

Yuri Marçal nasceu no Rio de Janeiro e passou boa parte da vida na cidade de Campo Grande, onde foi criado pela mãe, uma mulher que, segundo o artista, era rígida, mas sempre o ensinou a conquistar seus sonhos e construir o futuro.

Sendo um jovem negro e periférico, Yuri teve uma infância difícil, onde sofria bullying e outras agressões no ambiente escolar. A partir disso, usou o humor como defesa, gastou tempo pesquisando piadas e comediantes e desenvolveu interesse por comédia ao se inspirar em atores, como Fábio Porchat.

Yuri Marçal cursou Teatro e TV em 2012, mas começou a ser notado por meio do YouTube, onde postava vídeos curtos falando sobre temas sociais como racismo, religiosidade, amor negro e família, de forma leve e descontraída. Assim, conquistou o coração do público brasileiro ao representar tão bem o cotidiano da população negra nas piadas.

No especial de comédia da Netflix, Yuri permanece abordando temas importantes e trazendo voz ao povo negro, com representatividade e carisma. No stand-up, é possível conhecer um pouco mais a trajetória do ator e humorista com boas risadas.

Ao ser questionado por um seguidor se sonhava alto, Yuri pensou consigo que não, pois, segundo ele “eu sou do tamanho dos meus sonhos”. Ao ouvir sua história, é perceptível que o comediante batalhou e superou muitos obstáculos para atingir seus objetivos. Mais do que entretenimento e piadas bem contadas, a história e posição de Yuri enquanto artista negro no Brasil abre porta para que outros jovens negros possam se ver e buscar estar na frente dos holofotes da indústria cultural brasileira.

Foto de capa: Divulgação.

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