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Alicia Keys e NFL anunciam fundo de 1 bilhão de dólares para afronegócios

Com o propósito de criar soluções focadas para afronegócios, a cantora Alicia Keys, 39, anunciou na quinta-feira passada, 10, em parceria com a Liga de Futebol Americano (NFL), a criação de um fundo de 1 bilhão de dólares para negócios e comunidades liderados por negres, sobretudo em razão dos últimos episódios de racismo e violência policial contra a população negra estadunidense. 

O anúncio foi feito durante o evento de início da temporada 2020/21 da Liga, no qual a cantora norte-americana Alicia apresentou a sua nova canção “Love looks better” (O amor parece melhor).

Confira a performance:

“Como artista, estou sempre pensando em como posso usar minha plataforma para promover o patrimônio racial. Este fundo é uma das respostas e o nosso objetivo é capacitar a América Negra investindo em negócios e investidores negros, instituições, empresários, escolas e bancos, de modo a criar soluções sustentáveis”, explicou Keys em carta à Billboard.

No comunicado, Alicia Keys também citou o jogador Colin Kaepernic, 32, o qual se manifestou contra a violência racial nos EUA, ajoelhando e recusando-se a cantar o hino nacional, durante uma partida da NFL em 2016, sendo banido da liga desde então. “O que está sendo realizado por este projeto e novos compromissos têm o objetivo de honrá-lo, e mostrar que este momento é um resultado direto da sua coragem e profecia”, enfatiza.

Roc Nation e NFL

Em agosto de 2019, Jay-Z, 50, por meio da sua Roc Nation – gravadora que possui Alicia Keys com uma das artistas agenciadas –, anunciou a sua parceria com a NFL, atuando como “estrategista de entretenimento e shows”. Ele passou a ser responsável pela escolha dos(as) artistas que irão comandar o show de intervalo da final da temporada dos jogos, o Super Bowl.

Além dos shows, o rapper e empresário também vai participar da concepção de campanhas da Inspire Change, iniciativa da Liga voltada para a promoção da justiça racial e social. “A NFL tem uma enorme plataforma, e ela precisa ser inclusiva. Eles estão dispostos a fazerem mudanças , alguns ajustes. Podemos melhorar”, afirmou em comunicado sobre a parceria.

Jay-Z também criticou a NFL após o episódio racista contra Colin Kaepernick e – como forma de apoio ao jogador – o mesmo teria recusado o convite para se apresentar no evento, em 2017. No ano passado, a artista e empresária Rihanna, 32, também disse não ao Super Bowl, sob a mesma justificativa.

Na 54ª edição do Super Bowl, realizado em fevereiro deste ano, assumindo o seu cargo de estrategista, Jay-Z foi o responsável pela escolha das cantoras Shakira, 43, e Jennifer Lopez, 51, como atrações do evento.

Assista a apresentação:

Foto de capa: Courtesy Photo.

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