A exposição “Fazendo arte como não podia fazer quando criança” da multiartista cearense Colagem Negra (Alexia Ferreira) segue disponível para visitação até este sábado, dia 7, no Centro Cultural Belchior (CCBel), em Fortaleza (CE). A memória tem sido o fio condutor para o trabalho de Alexia Ferreira que apresenta a sua primeira mostra individual. Com curadoria de Rodrigo Lopes e Jorge Silvestre na assistência de curadoria, a entrada é gratuita e o horário de visitação é entre 9h e 21h.
Alexia Ferreira tem se dedicado a criar um novo mundo para crianças negras. Um mundo cheio de cores onde a infância possa ser vivida em liberdade. Ao articular seu interesse por filosofia ontológica e pela cosmovisão bantu, a artista vem criando obras que assumem a brincadeira como método, uma maneira de vir-a-ser. A mostra individual reúne um conjunto de obras que oferecem um panorama da sua produção artística.

O título da exposição é inspirado no escritor e ativista quilombola piauiense Antônio Bispo dos Santos (1959-2023). Seu pensamento parte da experiência vivida e dos movimentos sociais de luta pela terra. Na vida comunitária quilombola, a ação de brincar é fundamental no processo de aprendizagem da vida adulta, na transmissão de saberes e celebração dos festejos. Brincar é aprender. Quando ele brincava de fazer roça com as outras crianças, estava, de fato, fazendo roça. Quando brinca de fazer arte, a cearense Alexia manifesta seu aprendizado numa ampla gama de suportes, como fotografia, colagem, vídeo, instalação e performance.
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A colagem é um dos principais meios utilizados pela artista que carrega o nome artístico Colagem Negra (@colagemnegra). A escolha por essa técnica é particularmente especial porque ela reflete a maneira como funciona a memória, o fio condutor da sua prática. Para a cearense, a colagem oferece um meio de criar imagens enquanto desmonta visões estereotipadas sobre a infância negra brasileira. Ao propor a brincadeira como método, Alexia Ferreira não restringe sua pesquisa à uma técnica específica: a colagem é um portal para outros suportes, linguagens, escalas e mundos.
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Sobre a Colagem Negra – Alexia Ferreira
Com o nome artístico Colagem Negra (@colagemnegra), Alexia Ferreira é multiartista cearense. Ela é graduanda em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Já participou de exposições em instituições, como Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Centro Cultural Belchior, Museu da Língua Portuguesa e Sesc Pompéia. Foi residente na Escola Porto Iracema das Artes (2023), no Ateliê e Escola de Artes Sertão Negro e na Pinacoteca do Ceará (2024). Em 2026, inaugurou sua primeira exposição individual “Fazendo arte como não podia quando era criança”. A memória é o fio condutor da sua prática.

Sobre o curador da exposição
É arte/educador, pesquisador e curador. Álbuns de família, fotografias e outros fragmentos de tempo estão no coração do seu trabalho. Ele investiga os usos e sentidos do álbum de família na arte/educação e na arte contemporânea. Doutorando e mestre em Arte e Educação pela UNESP (bolsa CAPES) e Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É coordenador do Laboratório de Arte Contemporânea (LAC) e é membro do Núcleo Negro de Pesquisa e Extensão (NUPE). Sua obra integra o acervo da Pinacoteca do Ceará. Realizou projetos com arte e educação em instituições, como MASP, Museu Afro Brasil, Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Sesc, EAV Parque Lage, SAVVY Contemporary, HAU Berlin, Fundação Bienal e Pinacoteca do Ceará. Foi pesquisador da exposição “Dos Brasis: Arte e pensamento negro” (Sesc, 2022).
Confira detalhes!
Exposição individual “Fazendo arte como não podia fazer quando criança”
Visitação até: 07/03/2026 (sábado)
Horário: de 9h até às 21h
Local: Centro Cultural Belchior (CCBel)
Endereço: Rua dos Pacajús, 123 – Praia de Iracema, Fortaleza (CE), CEP: 60060-520
Artista: Colagem Negra (Alexia Ferreira)
Curadoria: Rodrigo Lopes
Assistente de curadoria: Jorge Silvestre
Entrada gratuita
Foto de capa: Jorge Silvestre/Divulgação.
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